Saúde e Bem-Estar

48 horas…

Adriano Justino
21/03/2013 03:28
…terão os planos de saúde para comunicar, por escrito, os beneficiários que tiverem seus procedimentos médicos negados, sempre que o cliente solicitar, segundo nova norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A informação da negativa deve indicar a cláusula contratual ou o dispositivo legal que a justifique. Cerca de 62 milhões de brasileiros têm cobertura de planos médicos e/ou odontológicos no país. Durante o ano de 2012, a ANS recebeu 75.916 reclamações desses consumidores, dos quais 75,7% referiam-se a negativas de cobertura. Na prática, as justificativas poderão ser anexadas a eventuais processos judiciais de usuários.
Você sabe o que é dor neuropática?
Apesar de ser crônica e frequente, a dor neuropática é pouco diagnosticada e insuficientemente tratada, segundo o coordenador do ambulatório especializado na área do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, José Geraldo Speciali. Saiba mais sobre ela:
• A dor neuropática é o tipo de dor menos conhecido e tem tratamento diferente dos demais;
• Em vez de analgésicos e anti-inflamatórios, prescreve-se antidepressivos, antiepilépticos e estabilizadores de membranas neuronais;
• A prevalência da dor neuropática é alta: atinge 10% dos adultos jovens e 30% após os 65 anos;
• As mais conhecidas estão relacionadas à diabete, pelo frequente comprometimento dos nervos, que chega a 50% dos casos e se manifesta como uma dor em queimação das extremidades dos pés e das mãos – a polineuropatia diabética dolorosa;
• Outra dor neuropática conhecida é a dor ciática, quando problemas da coluna lombar — artrose, hérnia discal — comprimem raízes nervosas que se dirigem para os membros inferiores gerando dor em faixa ao longo deles;
• Outras dores neuropáticas pouco conhecidas são a síndrome de ardência bucal e a síndrome das pernas inquietas, que provavelmente têm origem encefálica e são consequência de uma desmodulação do neurotransmissor dopamina.
Amamentação e obesidade
Um estudo publicado recentemente no Journal of the American Medical Association afirma que, apesar dos vários benefícios do aleitamento materno, a redução da obesidade infantil não estaria entre eles. Para os autores há um certo exagero na afirmação de que o aleitamento seria uma forma de evitar obesidade em crianças. O estudo contradiz a Organização Mundial da Saúde.
Os pesquisadores analisaram cerca de 14 mil crianças saudáveis na Bielorrússia, e concluiu que a melhoria da exclusividade e duração da amamentação não resultou em um menor risco de obesidade entre as crianças com idade de 11,5 anos. “Estratégias da população para aumentar a duração e exclusividade do aleitamento materno são improváveis para conter a epidemia de obesidade”, afirma o artigo.
Linha direta entre açúcar e diabete
A ingestão de açúcar pode estar mais ligada ao diabete tipo 2 do que se acreditava até agora, segundo estudo publicado na revista PLoS One. Surge agora a ideia de que a ligação não seria apenas indireta, pelo açúcar promover o ganho de peso, mas que o aumento de consumo per capita de 150 calorias de açúcar (um refrigerante em lata) está associado a um crescimento de 1% na taxa da população com diabete. Observou-se que algumas pessoas com diabete tipo 2 não estão acima do peso ou são obesos, e até 40% das pessoas com peso normal mostram sinais de síndrome metabólica, o que predispõe as pessoas ao diabete.
Suplemento para idosos
Os idosos têm agora um suplemento nutricional feito sob medida. O Nutren Senior, da Nestlé, é uma fórmula que combina proteína, vitamina D e cálcio, 26 vitaminas e minerais e mix de fibras, destinada a melhorar o estado nutricional e a saúde muscular e óssea desta faixa etária. Sem sabor, pode ser utilizado em receitas salgadas e doces. Acima dos 60 anos é comum a deficiência, baixa ingestão ou absorção de proteínas, cálcio, vitamina D, zinco, selênio e vitamina B12. O preço sugerido é de R$ 34.