A água mineral engarrafada pode não ser de tão boa qualidade quanto à das redes públicas de abastecimento. Veja as conclusões do trabalho da pesquisadora Maria Fernanda Falcone Dias, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual Paulista em Araraquara:
Galões de 20 litros
Principalmente galões nessas dimensões apresentavam índices de contaminação por micro-organismos muito acima do permitido e bactérias oportunistas. Em dois terços dos 60 garrafões avaliados foram encontradas colônias de micro-organismos acima da medida tolerada na água da rede pública.
Pesquisa após o envase já!
No caso da água mineral, o teste de contaminação por micro-organismos
só é efetuado antes do envase, mas segundo a pesquisadora existe uma tendência de adotá-lo para a água já na garrafa. Apesar de a contaminação poder ocorrer ainda na fonte, é mais comum que ela aconteça durante e depois do envase.
Higienização deficiente
Para os pesquisadores, parte da contaminação deve-se à ineficiência dos processos de higienização dos garrafões, que podem ser usados por até três anos, conforme portaria do Departamento Nacional de Produção Mineral. Porém, de nada adianta se eles não forem lavados a cada vez que forem usados.
Tampas e sol
A tampa das embalagens também é ambiente propício ao desenvolvimento dos micro-organismos. Outra possível fonte de contaminação é a exposição ao sol: a radiação acelera a quebra de moléculas orgânicas presentes na água, que passam a ter a dimensão ideal para virar comida das bactérias.
Conjuntivite
A doença também ocorre nos meses de frio, acompanhada de sintomas como olhos avermelhados, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, pálpebras inchadas e avermelhadas, secreção amarela, verde ou branca, pálpebras grudadas ao acordar, intolerância à luz e visão borrada. Evite-a lavando as mãos e o rosto com frequência, com água e sabão, não coçando os olhos, e não compartilhando lençóis, travesseiros, toalhas, maquiagem e copos de quem está com conjuntivite.
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