A acetona é produzida no sangue quando a gordura é queimada e também é expelida através de pequenas bolsas nos pulmões, chamadas alvéolos.
O dispositivo de bolso pode detectar no hálito concentrações de acetona de 0,2 a 50 partes por milhão. Depois de expirar para dentro do dispositivo, os níveis são calculados e, em seguida, podem ser enviados para um aparelho, por Bluetooth ou por meio de cabo dentro de 10 segundos.
Para o estudo, os cientistas do Laboratório de Pesquisas NTT Docomo Research no Japão recrutaram 17 voluntários adultos que tinham um índice de massa corporal maior do que a média japonesa.
Um grupo serviu como o de controle e foi instruído para continuar com sua vida normal. O segundo grupo foi colocado em um programa de exercícios leves que envolvia de 30 a 60 minutos de corrida ou caminhada rápida todos os dias. O terceiro foi colocado no mesmo programa de exercícios, mas também em uma dieta de restrição calórica. O experimento durou 14 dias.
Foi pedido aos voluntários que eles baforassem no dispositivo antes do café da manhã diariamente. Os resultados mostraram que, enquanto os dois primeiros grupos não perderam qualquer quantidade significativa de gordura, o terceiro conseguiu derreter alguns gramas.
Testes de bafômetro também corroboraram os resultados, em termos de concentração de acetona no hálito, o último grupo apresentou um aumento significativo.
O estudo foi publicado on-line no Journal of Breath Research na semana passada. Pesquisadores dizem que o dispositivo de bolso, que é alimentado por pilhas AA duplas, pode servir como uma importante ferramenta na batalha contra a o sobrepeso e doenças relacionadas com o excesso de gordura no corpo, como diabetes.
Enquanto isso, em 2010, cientistas suíços desenvolveram um sensor que eles disseram que poderia detectar diabetes tipo 1, também medindo os níveis de acetona na respiração. Quem tem diabetes tipo 1, apresenta níveis anormalmente elevados de acetona no organismo.
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