O consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia, Felipe Arcas, explica que as fitas possuem o mesmo princípio ativo dos produtos clareadores utilizados pelos dentistas – o peróxido –, mas em concentração menor. Ele destaca que o processo caseiro não é simples: o usuário deve saber se tem sensibilidade nos dentes, a origem das manchas e se há manchas de outras colorações. “Em um processo de clareamento, um dente com manchas mais claras ou escuras do que os demais precisa de tratamento específico e, por consequência, de acompanhamento profissional”.
Arcas considera que os resultados obtidos com o clareamento caseiro supervisionado ou com o clareamento de consultório são superiores aos métodos independentes, mas que entre cremes dentais, géis e enxaguantes bucais, as fitas clareadoras são a melhor opção.
Mas nem sempre o clareamento é a melhor opção. “Às vezes pode ser necessária apenas uma limpeza, microabrasão ou um removedor de manchas especiais”, diz Sérgio Vieira, professor do curso de odontologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, para quem o uso errado das fitas pode causar perda de estrutura dentária e sensibilidade.
Segundo a fabricante das fitas, o uso doméstico é seguro se feito conforme as indicações na embalagem e é recomendado procurar um dentista se houver dúvidas sobre a utilização do produto. “Se ocorrer um aumento significativo da sensibilidade dos dentes ou desconforto das gengivas, tente usar as fitas um dia sim, outro não. Se o problema persistir, pare de utilizá-las”, diz a diretora de marketing da Oral-B Daniele Panissa.
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