Food trucks são algumas das novidades na nutrição que têm crescido (Foto: Bigstock)
Basta ligar a tevê para encontrar diversos e diferentes programas de culinária que, cada um a sua maneira, tentam mudar a relação das pessoas com os alimentos. Nem todo mundo come por prazer, de acordo com a nutricionista Marcia Daskal, e esse é um erro que precisa ser corrigido, ao lado da busca por itens mais naturais e orgânicos. “Mais importante do que seguir dietas da moda é conhecer o próprio corpo e suas necessidades e, assim, supri-las da maneira adequada. Alimentar-se não pode ser um fardo”, explica a também proprietária da Recomendo Assessoria em Nutrição.
Confira quais são as tendências atuais na nutrição, segundo a nutricionista.
Invenção na cozinha. Nas feiras gastronômicas e food trucks, os brasileiros têm contato com experiências gastronômicas diferentes, com cardápios não habituais. A tendência é que essa inventividade também chegue às refeições do dia a dia, com pratos mais elaborados feitos em casa.
On the go. Mesmo alimentos em embalagens individuais para comer a qualquer hora podem ser saudáveis, e a oferta desses produtos tem crescido. Essa novidade tem ajudado quem quer manter a alimentação balanceada na correria do dia a dia.
Resgate dos ingredientes tradicionais e étnicos. Café, coxinha, pimentas, tapioca, brigadeiro, rapadura, cacau e cerveja são alguns exemplos de alimentos “gourmetizados”, ou seja, que tiveram um aumento no valor agregado, pela valorização da própria cultura regional e local.
Uso de ingredientes caseiros, locais e orgânicos. Cada vez mais aumenta a preocupação com o uso de defensivos agrícolas e com o processo de produção dos alimentos até chegarem ao mercado, especialmente em carnes. Alimentos caseiros ou artesanais têm ganhado espaço, como cervejas artesanais, bolos caseiros e chocolates de origem.
Alimentos milagrosos. Demonizar ou santificar os alimentos apenas prejudica a forma como a pessoa se relaciona com a comida, e nenhum deles deveria ser categorizado nem de uma forma, nem de outra. Ao acreditar em “milagres”, as pessoas desenvolvem uma relação inadequada com a comida, baseada em terrorismo nutricional, sensação de inadequação, beirando o obsessivo.
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