Toda refeição na rua é um exercício de confiança. Acreditar que os alimentos estão na temperatura ideal, que o cozinheiro higieniza bem as mãos e que a cozinha foi limpa antes da montagem dos pratos faz parte da rotina diária de muitas pessoas. Se algum dos itens estiver fora de ordem, está montado o cenário para infecções ou intoxicações alimentares.
Observar se o restaurante tem licença sanitária, se chão, móveis, banheiros e funcionários estão limpos, se anteparos de vidro separam os alimentos das pessoas, se as temperaturas dos alimentos quentes e frios são as ideais e se a reposição do bufê é feita com frequência são algumas boas dicas para comer mais tranquilo.
Doenças
Os agentes infecciosos mais comuns são vírus, bactérias, toxinas, parasitas e príons, que causam as enteroviroses e parasitoses. Entre as doenças mais graves estão o botulismo, formado em conservas de vegetais e carnes, normalmente feitas em casa; Síndrome de Guillain-Barré, com sintomas neurológicos, encontrada em aves, frangos e em água não tratada; e Síndrome Hemolítico-Urêmica, que provoca anemia, hepatite A e toxoplasmose.
Sintomas
Cólicas abdominais, seguidas de náusea, vômito, diarreia líquida, febre em alguns casos, desidratação e falta de apetite – que podem durar até uma semana – são sinais de que algo no almoço, no lanche ou na janta não “caiu” muito bem. “Muitos sintomas são iguais, sejam em distúrbios causados por vírus ou bactérias. Alguns indícios, porém, ajudam o médico no diagnóstico. Sangue nas fezes pode indicar uma infecção bacteriana, que vai precisar de antibiótico, diferentemente do tratamento da infecção por vírus”, explica o professor e pesquisador da área de Microbiologia do Instituto Oswaldo Cruz, Eduardo de Mello Volotão.
Recuperação à vista
Reidratação e realimentação ajudam a tratar intoxicações alimentares. O soro caseiro ajuda a restabelecer as condições do organismo, especialmente das crianças, cujo impacto da intoxicação é maior.
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