Saúde e Bem-Estar

Comer, mexer, prevenir

Adriano Justino , editor - adrianoj@gazetadopovo.com.br
19/06/2014 03:02
Estamos conectados até o pescoço. As novas informações sobre boa alimentação, atividades físicas e formas de se prevenir de doenças e condições crônicas nos chegam o tempo todo e de todos os lados, esmiuçando com um detalhamento atômico aquilo que poderia contribuir para termos um pouco mais de saúde, de qualidade de vida, ou até de mais felicidade.
Aquela tendência que exibíamos até pouco tempo atrás de pensar o todo se fragmentou em infinitos particularismos. Há os que comem apenas certo tipo de comida e defendem com animosidade – mas com argumentos muito convincentes – estas escolhas individuais como uma salvação humana pela “pureza” radical. Há os que se apegam espartanamente às atividades físicas visando a saúde e que, com o tempo, passam a assumir comportamentos obsessivos, prejudiciais ou inócuos, excedendo nos exercícios e na ingestão de substâncias em busca de melhor desempenho, forma, marcas e parâmetros do que consideram ser saudável. Há ainda os que se apegam à ciência de maneira tão ferrenha que acreditam na onipotência da prevenção. Caem como tolos em dietas sempre novas, submetem-se a procedimentos desnecessários, gastam dinheiro e tempo precioso com bobagens. A maior descoberta da nossa época parece ser realmente a inexistência de limites, o que nos leva a questionar: onde foi parar o equilíbrio?
Boa leitura!