Saúde e Bem-Estar
Suplementar, vitaminar, prevenir, examinar. Pare e pense: a grande luta dos indivíduos hoje, no palco da saúde, se dá contra a forte corrente que teima em querer nos convencer da necessidade de elementos inócuos – quando não perniciosos –, que prometem aquela famigerada melhora na qualidade de vida. Separar o muito joio (lustrado com o verniz da novidade) do pouco trigo (muitas das vezes representado por atitudes simples e conhecidas por todos) não é fácil.
A não-aceitação da nossa finitude, aliada ao desconhecimento sobre mecanismos fisiológicos têm sido o vazio perfeito a ser ocupado por uma fábrica de promessas, que se materializam em pílulas, dietas, tratamentos, exames e atos “preventivos” – que prometem segurança em um terreno onde nada é tão previsível assim e a reversão ou atenuação de processos naturais. Ou ainda medidas que apenas criam sensações de que se está agindo para viver melhor.
São apetrechos para todo tipo de ilusão, que prometem remediar condições e sentimentos normais ou ligados a fases da vida. Gravidez, envelhecimento, sexualidade, infância, luto, ansiedade, alegria e tristeza não são patologias que mereçam tratamento – na maioria dos casos. Sair ao sol de maneira parcimoniosa, fazer atividades físicas mesmo que leves, tomar como opção principal alimentos que não venham embalados, cujos ingredientes não contenham nomes impronunciáveis e que demandem algum tipo de preparo são dicas para se viver melhor, assim como buscar ao máximo compreender as nuances de cada fase da vida.
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