Saúde e Bem-Estar

Cuidado com a audição ao torcer nos jogos da Copa

Da redação
12/06/2014 14:11
Durante a Copa do Mundo no Brasil, as cornetas, vuvuzelas e caxirolas vão tomar conta das ruas, na mão das torcidas espalhadas pelo país.
Mas é preciso tomar cuidado ao fazer barulho com esses “instrumentos”. Testes feitos durante a 166ª Reunião da Sociedade Acústica da América, em São Francisco (EUA), mostraram que a caxirola, por exemplo, emite um ruído de até 82 decibéis, mas quando sacudido por muitas pessoas, ao mesmo tempo, faz um barulho ainda maior. Ruídos acima de 85 decibéis podem causar danos auditivos.
Para evitar problemas de audição durante a Copa, no meio dos torcedores, a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas, aconselha o uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho. Os chamados atenuadores diminuem o barulho do ambiente em até 25 decibéis.
A fonoadióloga também recomenda uma distância mínima de 10 metros de aglomerações barulhentas.
No caso das crianças, os cuidados devem ser redobrados. O barulho em excesso pode trazer irritação, choro e elas podem sair daquele ambiente com um forte zumbido no ouvido, sem que os pais percebam.
A perda de audição depende tanto da potência do som como do período de exposição ao ruído. “De imediato, por causa da intensidade do barulho, as pessoas podem ter a sensação de ouvido tampado, tontura, zumbido e dificuldades para ouvir”, afirma a especialista.
A perda auditiva é cumulativa. Dependendo da frequência, do tempo de exposição ao som elevado e da predisposição, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada, ao longo da vida. Por isso, qualquer pessoa que ficar próxima a sons altos e estridentes pode sofrer – ou agravar – problemas de audição.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia estima que 15 milhões de pessoas sofrem algum problema de audição e que cerca de 350 mil não ouvem qualquer tipo de som.