Uma pesquisa do Ministério da Saúde aponta que 21,1% da população de Curitiba consome doces em excesso, mantendo uma alimentação rica em açúcar. Trata-se de um índice acima da média nacional. O mesmo estudo ainda indica que 21,2% dos curitibanos costumam ter refrigerante na mesa durante as refeições.
Os dados fazem parte da pesquisa Vigitel 2015 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), lançada pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira (7), Dia Mundial da Saúde. Os hábitos dos curitibanos preocupam diante do avanço de doenças crônicas no país, em especial a diabete. Atualmente, a doença atinge 7,4% da população adulta, bem acima dos 5,5% registrados há 10 anos, em 2006.
O estudo monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% dos óbitos no país. Foram entrevistados por telefone 54 mil adultos (18 anos ou mais) que vivem nas capitais brasileiras. Ainda que os curitibanos estejam consumindo mais doces, a capital paranaense não lidera o ranking da diabete. Entre as cidades pesquisadas, o Rio de Janeiro é a capital que apresenta o maior índice, com 8,8% da população acometida. Em Curitiba o percentual chega a 7,2%, muito à frente de cidades como Palmas (3,9%), São Luís (4,4%), Boa Vista (4,6%) e Macapá (4,6%).
Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Castro, o crescimento da doença é uma tendência mundial, atrelada ao processo de envelhecimento da população. “A diabete também está diretamente ligada às mudanças dos hábitos alimentares e ao sedentarismo. A obesidade é um dos principais fatores de risco e precisamos conscientizar e educar cada vez mais nossas crianças e jovens para o cuidado precoce da saúde, evitando o adoecimento”, alerta.
Mortalidade
Mesmo com o avanço da doença, o índice de mortalidade prematura (pessoas com menos de 70 anos) caiu entre os anos 2000 e 2013, acompanhando a tendência em relação ao óbito por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que reduziu 2,5% ao ano no mesmo período, para esta faixa etária. Entretanto, ainda é alto o número de pessoas que morrem vítimas da diabete no Brasil: em 2013, foram registrados 58.017 óbitos.