Veja as atividades indicadas – e outras proibidas – para portadores de certas doenças oculares, segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, de Campinas, Leôncio Queiroz Neto:
Ceratocone
Recomendada/Natação
Desde que feita com óculos de proteção, o praticante pode se beneficiar do fato de as piscinas serem um ambiente com menor poluição, diminuindo o risco das crises de rinoconjuntivite, inflamação das vias aéreas e olhos, que contribuem com a evolução da doença. Nas piscinas, a absorção de água pelas partículas suspensas no ar faz com que aumentem de volume e não sejam inspiradas pelo atleta.
Não recomendada/Atividade ao ar livre
Principalmente exercícios realizados em ambientes muito poluídos, que desencadeiam crises alérgicas.
Glaucoma
Recomendada/Correr, nadar, caminhar ou pedalar
Exercícios aeróbicos provocam uma queda na pressão interna do olho de até 45%. Como no glaucoma de ângulo aberto ocorre o aumento da pressão intraocular e dificuldade de escoamento do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular, essas atividades são as mais indicadas.
Não recomendada/Musculação
Exercícios anaeróbicos como musculação ou os que utilizam a força para ganhar massa muscular, bem como esportes de impacto e posições da ioga em que a cabeça é mantida para baixo devem ser evitados, pois podem provocar o aumento da pressão intraocular e o agravamento da doença.
Catarata e degeneração macular
Recomendado/Exercícios aeróbicos e esportes de impacto Essas atividades devem ser praticadas, pois podem barrar a evolução da doença. Porém, devem ser realizados com lentes que tenham filtro ultravioleta, porque a radiação é um dos fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças.
Qualidade de vida de menos
A expectativa de vida aumentou, mas com menor qualidade, uma vez que os idosos convivem mais tempo com doenças crônicas típicas dessa faixa etária. O estudo, realizado por especialistas da Faculdade de Saúde Pública da USP, mostrou que hipertensão arterial sistêmica, diabete, doença articular, cardíaca, mental, pulmonar crônica e cerebrovascular, quando prevenidas, ajudam significativamente na melhoria da qualidade de vida e longevidade.
Constipação e câncer de cólon
Segundo uma nova análise das evidências existentes, publicada no The American Journal of Gastroenterology, a constipação de longo prazo não aumenta o risco de câncer de cólon e reto. Estudos anteriores haviam sugerido possível conexão entre as duas moléstias, mas os autores deste último trabalho, publicado em março, alegam que os resultados anteriores podem ter sido distorcidos.
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