Saúde e Bem-Estar

Diversão madura

Adriano Justino
16/05/2013 03:10
Os jogos digitais vieram para ficar e, com eles, o hábito de se divertir sozinho – disputando contra a máquina – ou em pares. Se para as crianças o videogame representa uma diversão, para os pais e avós as partidas digitais significam momentos de isolamento.
Como antídoto para essa separação, uma tradicional empresa fabricante de brinquedos no Brasil, a Estrela, começou a apostar em op­ções para pessoas acima dos 45 anos. Durante a última Feira Nacional de Brinquedos (Abrin), que aconteceu em abril em São Paulo, a empresa lançou quatro opções voltadas a este público, mas que podem ser compartilhadas por todos.
Os lançamentos são o Um a Um, com exercícios de matemática, lógica, percepção numérica, cálculo e solução de problemas; O que é Diferente?, que estimula a análise de imagens complexas; o tradicional Cara a Cara, uma adaptação do jogo dirigido a crianças; e o Foco, que propõe a busca a imagens referentes a um tema ou letra sorteados na roleta em um desafio de 30 segundos. O lançamento dos jogos está previsto para metade de julho.
Aproximação
Segundo Aires Fernandes, diretor de marketing da Estrela, a inversão demográfica que deve ocorrer na próxima década no país fará multiplicar o número de pessoas com um bom poder aquisitivo e muito tempo ocioso. “Os jogos de tabuleiro, que chamamos cartonados, têm a capacidade de entreter e aproximar familiares e amigos”, diz.