Falta de conhecimento e dificuldade de acesso a hortaliças diferentes fazem com que muitas vezes caiamos naquele círculo alface-cenoura-tomate. Segundo Islândia Bezerra, doutora em Ciências Sociais e professora do Curso de Nutrição da Universidade Federal do Paraná, o modelo do consumo regido pelo “padrão” da produção tem restringido nossas escolhas: consome-se o que está disponível, e se produz o que tem demanda. “A ênfase da produção recai sempre sobre tomate, cebola, cenoura, couve chinesa, couve flor, beterraba, alface e brócolis”, diz ela.
Para chegar às hortaliças não convencionais, Islândia cita que em 2010 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou um Manual de Hortaliças Não-convencionais (link abaixo), em que sugere a agricultores, mas também às pessoas, que plantem e consumam azedinha, almeirão roxo, taioba, capuchinha, ora-pro-nóbis, serralha e bertalha. “A melhor compra é direto com o agricultor. Nas feiras é possível encontrá-las com um frescor incomparável, muitas são produzidas em quintais, ou mesmo por pequenos agricultores orgânicos e/ou agroecológicos”, fala.
Colunistas
Agenda
Animal


