Saúde e Bem-Estar

Dores mascaradas

Melissa Medroni, especial para a Gazeta do Povo
18/04/2013 03:14
Aos primeiros sinais de dores no corpo, é comum recorrer a analgésicos e outras soluções industrializadas, como os emplastros. Comercia­lizados sem receita, esses produtos figuram na lista dos mais vendidos nas farmácias do país. Os médicos, alertam para os riscos da automedicação continuada, que pode acobertar doenças ou provocar efeitos colaterais.
“Em 30% a 40% dos casos, a automedicação mascara um problema mais sério e a pessoa perde um tempo valioso de tratamento”, alerta o ortopedista da Associação Médica do Paraná (AMP), Mauro Luiz Fuchs. O uso de analgésicos e emplastros por conta própria é recomendado somente se a dor não persistir por mais de quatro dias, não houver piora progressiva ou impotência na função do músculo.
Além desse tempo, a dor, que é um sinal emitido pelo organismo, precisa ser interpretada. “A mialgia, especificamente, é um aviso para interromper uma atividade, posição ou esforço, na tentativa de proteger o músculo”, explica o ortopedista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Xavier Soler Graels.
As causas mais frequentes são sobreuso, lesão nas fibras musculares e alterações metabólicas. Uma consulta com um clínico geral pode ser suficiente para sanar o problema, mas se a pessoa tiver acesso a um ortopedista ou fisiatra (especialista em reabilitação), a orientação pode ser mais precisa.
Além de atrapalhar o diagnóstico, a automedicação pode provocar efeitos colaterais. Segundo os médicos, as substâncias responsáveis pelo alívio (analgésicos) não costumam causar problemas, mas o uso prolongado de anti-inflamatórios pode prejudicar o fígado, provocar lesões gástricas e reações alérgicas.
Serviço
Associação Médica do Paraná (AMP): (41) 3024-1415. Hospital de Clínicas: (41) 3360-1800.