Quem abusa da exposição solar para pegar a cor do verão sente na pele as consequências: ardência, vermelhidão, descamação e até queimaduras. Para conquistar um bronzeado bonito sem colocar a saúde em risco, é preciso tomar alguns cuidados, respeitar horários e, sobretudo, ter paciência.
A médica dermatologista Lauren Morais, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, recomenda expor-se ao sol somente até as 10 horas e após as 16 horas. “Mesmo nesses horários, a radiação ultravioleta, que é prejudicial à pele, pode atingir níveis altíssimos. Por isso, o uso de filtro solar é indispensável”, reforça.
O fator de proteção solar (FPS) deve ser no mínimo 30, independentemente da cor da pele. “Quando aplicado de forma correta, o filtro com FPS 30 garante 95% de proteção”, afirma a dermatologista. Pessoas muito claras, com histórico de queimaduras, câncer de pele ou doenças sensíveis ao sol, como o lúpus, devem usar um fator de proteção maior.
Melanina
A substância responsável por dar cor à pele é a melanina, pigmento que protege o DNA das células dos danos dos raios ultravioleta. “O sol estimula a produção de melanina, por isso, quanto mais exposição, mais bronzeamento”, diz Lauren. De acordo com ela, peles escuras têm proteção natural maior do que as claras, mas mancham com mais facilidade. “Por isso, pessoas negras não podem dispensar o filtro solar.”
Aos imediatistas, a médica dermatologista Bettina Sanson avisa: adquirir um bronzeado bonito e dourado requer tempo. “A exposição ao sol deve ser de no máximo uma hora diária. O ideal é iniciar com 40 minutos no primeiro dia e ir aumentando gradativamente”, diz ela. Assim, o bronzeamento ocorrerá de forma lenta e saudável.
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