A felicidade não tem um segredo, mas vários. Ser feliz tem uma conexão forte com o bem-estar e só é experimentada em momentos específicos, segundo o psiquiatra e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, Gustavo Lovadini. “É um estado de exaltação, um momento em que somos tomados pelo bem-estar, ou quando damos menos importância aos nossos problemas”, define. Sofremos oscilações positivas ou negativas ao longo do dia, que podem ser influenciadas por hábitos simples, como a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada.
Isso acontece graças à liberação de hormônios como a endorfina e a serotonina, que atuam em regiões próximas ao hipotálamo, que está ligado às emoções. Porém, mais do que se preocupar a liberação desses hormônios, é importante mantê-los em equilíbrio, como explica a médica Rosana Bento Radominski, do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas (HC). “Quando se faz exercício em excesso, por exemplo, você também aumenta os níveis de cortisol e adrenalina, gerando agitação”, explica. Para a especialista, além de exercício físico, é importante realizar atividades prazerosas. Ler, escutar música, namorar: tudo isso precisa ser incluído na rotina.
Uma dieta adequada também equilibra os hormônios e faz com que o organismo se sinta bem, por isso é preciso incluir todos os grupos de alimentos no dia a dia – e, quanto mais variedade de cores, melhor, de acordo com a nutricionista Giselda Wisniesvski, da clínica psiquiátrica Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida (Uniica). Mas como explicar a sensação boa ao comer guloseimas? Comidas ricas em açúcar estimulam nossos centros cerebrais relacionados ao prazer. “Porém esses alimentos fazem picos de glicemia que baixam rapidamente, provocando cansaço e mal estar”, ressalva a nutricionista.
FIQUE DE OLHO
Serotonina e depressão
Artigo recente publicado no periódico médico “The BMJ” afirmou que os efeitos da serotonina no combate à depressão foram superestimados ao longo das últimas décadas. De acordo com o autor, o professor de psiquiatria David Healy, medicamentos à base de serotonina, além de nunca terem tido a eficácia comprovada, teriam sido vendidos como produtos que não causam dependência.
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