bronquite crônica, leva alguns pacientes a uma diminuição radical da capacidade funcional pulmonar. Por este motivo, o pneumologista Paulo Sandoval, professor da PUCPR, indica alterações que devem ser feitas na casa e no cotidiano de quem se encontra neste grau de insuficiência respiratória. “Tomar banho, subir escadas, abrir armários e fazer atividades simples da vida diária podem fazer com que a pessoa sinta falta de ar”, diz ele.
Segundo Sandoval, a maior parte dos portadores da DPOC não precisa de adaptação ou de oxigênio domiciliar prolongado, algo restrito a doentes em estágio grave. “Cerca de 20% dos tabagistas evoluirão para a DPOC, acredita-se que no Brasil haja até sete milhões de pessoas com a doença”, diz ele.
A DPOC é uma doença irreversível, progressiva, e a taxa de decréscimo da função pulmonar depende da manutenção do cigarro, se a pessoa fumava muito ou se há um dano estrutural pulmonar prévio. “O indivíduo normal perde 30ml da função pulmonar anualmente, enquanto o fumante perde 100ml. Em dez anos, por exemplo, ele chega a perder um litro de sua capacidade pulmonar. Quem para de fumar a tempo pode reduzir esta taxa”, explica ele.
500 pessoas…
…em Curitiba utilizam oxigenioterapia domiciliar prolongada, segundo o médico Paulo Sandoval, que coordena o programa da Secretaria Municipal de Saúde que destina equipamentos de oxigênio a pacientes. Este equipamento é uma máquina ligada na tomada que concentra oxigênio no ar e o fornece, por uma pequena mangueira, por até 18 ou 24 horas por dia.
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