Saúde e Bem-Estar

Osteoporose também atinge mulheres atletas

Da redação
20/10/2015 11:37
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Mulheres são mais susceptíveis à osteoporose, especialmente se fizerem exercícios de alta performance (Foto: Bigstock)

Embora a osteoporose seja uma doença que acomete tanto homens quanto mulheres, elas estão mais susceptíveis à doença depois dos 65 anos. Em média, 33% das mulheres com idade superior a 55 anos apresentam a osteopenia, perda de massa óssea que antecipa a osteoporose, segundo Kátia Pellicciari Zacchello, especialista em densitometria óssea do Lavoisier Medicina Diagnóstica. No entanto, a doença pode chegar bem mais cedo, associada a outros problemas, em mulheres que praticam esportes de alto desempenho.
Neste Dia Mundial de Combate a Osteoporose, 20 de outubro, o Viver Bem alerta para os cuidados que as mulheres devem ter antes de praticar exercícios em excesso. Confira!
Atletas em risco
Nadadoras, tenistas, corredoras, maratonistas, bailarinas e ginastas que fazem da prática esportiva o seu trabalho, estão suscetíveis a diversas mudanças no organismo. Quem disputa títulos e medalhas e necessita de alto desempenho em resultados corre o risco de desenvolver alterações na puberdade, ovulação e menstruação, desordens alimentares e osteoporose.
O problema está nos exercícios de duração superior à uma hora e com intensidade próxima à zona de limiar, como em treinos para maratonas e triátlon, segundo Ricardo Zanuto, doutor em Fisiologia e Biofísica pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP. “Essa prática pode levar ao retardo puberal, alterações na fase lútea – período entre a ovulação e o início do ciclo menstrual seguinte –, e também à ausência de ovulação e de menstruação”, diz ele.
Os riscos em curto prazo envolvendo a tríade da mulher atleta, que reúne distúrbios alimentares, disfunções menstruais e osteoporose, estão relacionados a altas taxas de lesões, principalmente fraturas pela perda de massa óssea e osteoporose em longo prazo. “A maior suscetibilidade à osteoporose acontece, principalmente, quando a mulher atleta gasta mais energia que consome e não tem acompanhamento nutricional adequado”, diz.
Esta condição pode fazer com que o organismo reduza drasticamente a produção do estrogênio (hormônio feminino), responsável pelo fortalecimento dos ossos (o estrogênio aumenta a atividade de osteoblastos, células responsáveis por aumentar a produção de ossos). A falta do hormônio pode levar à osteoporose. “A prevenção é feita adotando-se uma dieta balanceada e tendo acompanhamento de um profissional especializado em nutrição esportiva e de um personal trainer”, diz ele.
Sinais de alerta
Os primeiros sinais de que algo pode não estar indo bem são a perda abrupta de peso ou peso abaixo do limite da normalidade, lesões frequentes, estados de ansiedade e depressão, interrupção da menstruação e interferência do exercício nas atividades profissionais e familiares, como explica Jomar Souza, especialista em Medicina do Exercício e do Esporte e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Dores musculares, desânimo e cansaço precoce são também, segundo Zanuto, sinais de exagero ou de que o exercício não está sendo realizado de maneira adequada, indicando ­­overtraining, elevação de níveis de cortisol ou baixa testosterona livre.