Hipertensão. Diastólica, sistólica. Pressão alta. Níveis tensionais no sangue. Obesidade. Vasos sanguíneos contraídos. Ataca coração, cérebro, olhos e pode paralisar a ação dos rins. Basta digitar a doença ou os sintomas no buscador que as explicações, às vezes equivocadas, e os piores desfechos possíveis aparecem no consultório do Doutor Google. Em consulta ao médico real, o paciente “expert” chega a influenciar o tratamento – positiva ou negativamente.
Se por um lado esta maior busca por informação cria uma necessidade entre os médicos de se atualizarem com frequência e estarem dispostos a decidir o tratamento em conjunto; por outro, estas atitudes podem prejudicar quando o paciente se nega a utilizar algum remédio e não tira as dúvidas com os especialistas, acatando tudo o que a internet apresenta.
Porém, muitos médicos não tentam contornar a realidade. Para facilitar que o paciente encontre informações confiáveis, organizações internacionais lançaram selos de certificação da qualidade da informação dos sites da área da saúde, segundo a mestre em Saúde pela Fiocruz, Ana Paula Mendonça. O mais conhecido deles, da fundação suíça Health on the Net, abrange sites de diversos países, inclusive o Brasil. “O selo HONCode é considerado o ‘padrão ouro’, liderando com o maior número de sites acreditados no mundo”, explica.
Se ainda restam dúvidas se o site é confiável, veja as orientações do “Guia para encontrar informações seguras”, do Centro de Vigilância do Governo de São Paulo:
• Há indicações claras do nome e endereço do proprietário da página?
• Há alguma instituição que se responsabiliza, legal e eticamente, pelas informações, produtos e serviços de medicina e saúde contidas no site?
• Há identificação dos patrocinadores (empresas de produtos e equipamentos médicos, indústria farmacêutica ou outros)?
• Está claro o propósito do site quanto ao público-alvo, se é apenas educativo ou se tem fins comerciais na venda?
• Está clara a data de publicação da informação?
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