Foi o que a empresária Heloisa Falata, 26 anos, aprendeu na marra. Quando decidiu adotar a dieta lactovegetariana há três anos, Heloisa estava 40 quilos acima do peso ideal, começou a fazer exercícios regulares por pelo menos três vezes na semana e parou de consumir carne. Mas só interromper o consumo de carne, sem atentar para o equilíbrio de nutrientes da alimentação, foi o pecado de Heloisa. “Ao invés de emagrecer, eu acabei engordando 3 quilos”, conta a empresária.
Seu equívoco estava em compensar toda a falta que a carne fazia com a ingestão de carboidratos, sem incluir outras proteínas. Por isso, ao consultar uma nutricionista, ela se reeducou e, além de incluir verduras, frutas e leguminosas na alimentação, passou a substituir a proteína da carne por ovos, soja, feijão e lentilha. “Com isso, consegui emagrecer 30 quilos. Minha vida mudou completamente”, diz Heloisa, que até aprendeu a cozinhar para poder preparar suas refeições.
Segundo Luciana, a proteína atua como o tijolo do corpo humano, sendo fundamental para o organismo principalmente por atuar na construção e na reparação de todos os tecidos, dando consistência, rigidez e elasticidade. E a proteína animal (no caso, a carne vermelha, a carne branca e o ovo) é a fonte natural mais completa e nas proporções mais adequadas desses aminoácidos. Isso não ocorre com a maioria das proteínas vegetais – que têm menos aminoácidos e devem ser consumidas em maior quantidade para atender as necessidades do corpo. Ou seja, é preciso comer vários tipos de proteína vegetal para conseguir substituir a animal.
“Por isso, quem deseja emagrecer ou ganhar massa magra, por exemplo, 10 minutos antes dos exercícios físicos indica-se o consumo de algum carboidrato simples, como um pedaço de pão, uma bolacha não recheada ou um suco, e, depois da atividade, ingerir pouco carboidrato e dobrar a quantidade de proteína usualmente consumida”, explica Luciana.
Substituir pelo quê?
A nutricionista Hitomi Tomizawantes ensina como substituir alguns tipos de alimento. Mas ela lembra da importância do acompanhamento nutricional profissional. Confira as dicas:
Lactose: a intolerância à lactose é uma rejeição do organismo ao açúcar do leite, causada pela falta da enzima lactase, que é produzida no intestino delgado e existe para decompor o açúcar presente no leite. Sem ela, a digestão torna-se difícil e a lactose acaba sendo fermentada pelas bactérias do intestino. Quem precisa excluir o leite e seus derivados do menu diário, pode repor a proteína do leite consumindo carnes em geral; o cálcio consumindo atum, sardinha, laranja e vegetais verdes-escuros; e as vitaminas A, B2, B12 e D com oleaginosas e sementes.Vale lembrar que existem os leites de arroz e de soja, que também podem ser boas fontes de cálcio, e que não têm lactose.
Glúten: esse é o nome que recebe a proteína do trigo. E se você for intolerante ao glúten, esqueça as massas tradicionais, pois é ele quem confere uma certa elasticidade e ajuda a massa a crescer. Em geral, o glúten é presença garantida na aveia, no trigo, no centeio e na cevada. Quem tem algum grau de intolerância ao glúten deve ingerir alimentos preparados com farinha de arroz e tubérculos em geral, como mandioca e batata. Porém, no caso dos celíacos, que têm uma intolerância permanente e extrema que afeta o intestino, é imprescindível o acompanhamento médico.
Carne: se você for vegetariano, preocupe-se com o seu consumo diário de proteína e prefira fontes alternativas como ovos, proteína texturizada de soja, feijão, lentilha, amaranto, quinoa e proteína do soro de leite, conhecida como whey protein.
Serviço
Hitomi Tomizawa, Avenida Anita Garibaldi, 2.480, loja 20, fone (41) 3253-2610.
Luciana Laffitte, Rua Cândido Hartmann, 570, fone (41) 3335-2663.
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