A especialista membro do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), uma organização norte-americana dedicada a avanços tecnológicos, Elena Bertozzi, fala da tendência do desenvolvimento de jogos para aprimorar a saúde, a denominada gamification:
A gamification pode ajudar a levar mais saúde a lugares com menos recursos?
Muitos lugares com menos recursos são capazes de utilizar telefones celulares e internet para acessar soluções antes não disponíveis. Os desenvolvedores estão construindo jogos para ajudar as pessoas a entenderem como funciona a transmissão de certas doenças e ajudá-las a tratá-las. Há jogos direcionados para doenças como HIV, malária, autismo e depressão. Eu trabalho com a doutora Dily Walker, cuja organização tem iniciativas na América Latina para melhorar a saúde das mães e seus recém-nascidos por meio de simulações.
Quais doentes podem se beneficiar de jogos que oferecem estimulação mental por games?
Os jogos estão sendo usados para tratar soldados com transtorno de estresse pós-traumático, bem como outras desordens de ansiedade. Eles também estão sendo testados como forma de manter preservadas as habilidades cognitivas de idosos. Jogos têm se mostrado benéficos para motivar e treinar as crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Por que os jogos podem ser um estímulo mais rápido ou efetivo para a reabilitação física?
Personalizar jogos para tratamentos individuais é algo que sai caro. Porém, jogos são as melhores ferramentas para motivar as pessoas a continuarem fazendo sua terapia e acompanhamento, e ajudar a observar se elas estão fazendo isso corretamente.
Qual é o exemplo mais bem sucedido de gamification em saúde?
Certamente, o uso de jogos de tiro em primeira pessoa para tratar o olho preguiçoso é uma das utilizações mais bem documentadas.
Quais são os maiores desafios para a gamification daqui para frente?
Passamos de uma época em que as pessoas pensavam que os jogos eram ruins ou triviais para um sentimento de que eles podem curar tudo. Os jogos são bons em modificar alguns comportamentos específicos, mas com foco limitado. É importante ser realista sobre isso.
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