Fazer mais de 200 enzimas funcionarem, sintetizar células imunológicas para defesa contra vírus, bactérias e fungos e determinar nossa herança biológica. O papel do zinco não é pequeno no organismo humano. Por isso, a deficiência desse mineral causa preocupação.
O zinco trabalha na construção do DNA e RNA, responsáveis pela herança genética, além de atuar no sistema imunológico. É recomendada a ingestão de 11 mg do mineral diariamente. O número pode ser maior, mas deve se manter longe dos 150 mg, já que estudos ligam o excesso de zinco à diminuição do bom colesterol, apesar da baixa toxicidade.
Nas crianças, a falta de zinco pode trazer diversos problemas, como deficiência no crescimento, queda de cabelo, falta de apetite, má cicatrização de feridas e problemas no paladar e olfato, explica o médico nutrólogo, professor do curso nacional de Nutrologia e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, José Alves Lara Neto.
Lara Neto também explica que a necessidade do mineral diminui ao longo dos anos, mas alguns momentos especiais requerem maiores quantidades, como a gravidez e lactação. A suplementação pode ser necessária, se o médico suspeitar que uma doença permaneça além do esperado.
Atenção vegetarianos
Vegetarianos devem cuidar do zinco na dieta. As quantidades em legumes e verduras são pequenas, mas podem ser supridas pela ingestão de castanhas e grãos integrais não refinados. Entretanto, o acompanhamento do médico pode ser necessário, já que outras substâncias encontradas nos cereais podem “competir” com o zinco e impossibilitar sua absorção.
O zinco está disponível em alimentos de origem animal e em cereais: o mingau tradicional (15,2 mg), farinha de arroz (8,5 mg) e cereais matinais de milho (7,6 mg) possuem boas quantidades do nutriente a cada 100 gramas de alimento.
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