Mascote Fit

Animal

Bichos diferentes, mas dentro da lei

Bruno Gabriel, especial para a Gazeta
07/08/2010 03:06
O primeiro passo é saber a origem do animal a ser comprado. A compra não deve ser feita se o bicho estiver em posse de traficantes ou contrabandistas, em estradas, depósitos, feiras livres, através de encomendas ou similares. Segundo informações do Núcleo de Fauna do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), “é necessário ver cada caso, certificando-se de que a venda do bicho a ser adquirido está autorizada, além de verificar se o mesmo já está microchipado ou anilhado, para que tenha um número de identificação.”
Foi o que aconteceu com Marquito. O sagui foi adquirido pelo namorado da química industrial Sarita Fontana, Marcos de Patto, ainda em São Paulo, onde morava antes de mudar para Curitiba. Ela, que não gosta de cães e gatos, se apegou ao animal. “Ele é muito engraçado, interage bastante, brinca de se esconder, parece uma criança”, diz. Quando veio para cá, Marquito passou por um período mais quieto, já que seu viveiro não era tão grande quanto o anterior, mas logo se adaptou. “Ele sempre foi criado em cativeiro. Então, está bem, não sente falta de nada”, afirma Sarita.
O preço de um sagui gira em torno de três mil reais, custo que aumenta com a necessidade da construção de um viveiro adequado ao bicho. Para Clairton Ricardo, diretor comercial da Pangea Zoo Pet, pet shop de Curitiba que comercializa animais silvestres e exóticos, quem compra um animal desse tipo deve estar consciente de todas as dificuldades. “É preciso atender às necessidades mínimas de cada espécie. Uma pessoa que deseja adquirir uma arara e mora em um apartamento será desencorajada logo no primeiro questionário que realizarmos antes da venda”, afirma.
O responsável pela Birds Pet Shop, no Rio de Janeiro, Sidney Martins, também aponta o preço elevado como empecilho na hora da compra, mas diz que depois de bem instalado, o animal silvestre não dá muita despesa. “O preço é alto porque além da venda envolver muitos impostos, o custo dos criadores é alto. Depois, quando estão na casa do cliente, a maioria só come frutas da estação e rações, o que é bastante barato”, garante.
De todo modo, a atenção a alguns detalhes é essencial no ato da compra, como a presença de nota fiscal. Desde o criador, o animal vem com uma nota até que seja entregue à loja que irá comercializá-lo. No ato da venda, a nota deverá ser entregue ao dono do bicho. Isso só acontecerá uma vez. Se o comprador se arrepender ou não quiser mais o animal, não poderá revendê-lo. A recomendação do Ibama nesses casos é de que o bicho seja encaminhado novamente a eles, operação que não tem custos.
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