Charlote convive com Chirlei desde os quatro meses e é a mais velha de um grupo de quatro cachorros. Desenvolveu ainda mais o faro depois que ficou cega, há dois anos, por causa de uma catarata. Ela será operada para voltar a enxergar. A idade também trouxe outros problemas que obrigaram a retirada do útero e de uma mama e além de tomar medicamentos para controlar a pressão.
Mas, o remédio mais eficiente, fácil de administrar, barato e que Charlote usa e abusa sem prescrição, é o amor de Chirlei. “É difícil dizer, mas acho que o animal sente dor com a mesma intensidade que os humanos. A família toda oferece dedicação à cachorra e ainda tudo que fizermos será pouco pela amizade que ela sempre nos deu.”
Por enquanto ninguém pensa no pior. Charlote continua ativa, mesmo com limitações, e ainda é uma companhia especial. O futuro? Pouco importa quando se cultiva um amigo dia-a-dia.
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