Mascote Fit

Animal

O caçador de leões

Lívia Lakomy, especial para a Gazeta
04/10/2008 03:28
O rhodesian ridgeback, como é conhecido oficialmente, surgiu do cruzamento entre cães de caça africanos e europeus na região do Zimbábue, antiga Rodésia. Por ter sido uma raça planejada para a caça selvagem, como a de leões, ele une qualidades, entre elas resistência,velocidade e força. Tem também visão, olfato e audição altamente desenvolvidos para a sobrevivência na selva.
Embora não trabalhe mais com a criação de animais, Roma ainda tem Zulu, um rhodesian de 7 anos. “Sempre amei cães e tivemos várias raças como pastor e doberman, mas os rodesianos foram os únicos que nos empenhamos em criar. Nos apaixonamos por eles. São boa companhia, ótimos com crianças e também muito limpos. Se ele late, é por que tem algo errado”, diz ela. O rhodesian ridgeback passou a existir oficialmente na década de 1920, mas apenas na segunda metade do século passado chegou ao Brasil, onde ainda não é amplamente conhecido. O Kennel Clube da Grande Curitiba, por exemplo, não tem registrado criadores da raça.
O nome rhodesian ridgeback vem do local de origem da raça e também da inversão da pelagem ao longo de sua espinha dorsal (ridgeback), uma herança dos cães africanos que o originaram – os ridge dogs. O rodesiano tem o pelo curto e sedoso, sempre de cor trigo pálido ou avermelhado. Forte e musculoso, para ter a raça em casa é preciso ter espaço aberto para que se exercite. O cão pode sofrer com doenças como a displasia coxofemural, que é comum em cães de grande porte e provoca dor e dificuldades de locomoção. Outro problema é o cisto africano, um problema na pelagem que causa infecções, especialmente em filhotes.
Características
Apesar de ser um cão de caça, o rhodesian é dócil, companheiro e fácil de adestrar. Mesmo na caça, não chega a atacar a presa diretamente, optando por intimidar, cansar e acuar o animal até que o caçador possa atacar com maior segurança. Quando trabalhava com a criação da raça, Roma conta que chegou a vender animais para caçadores em Goiás e Minas Gerais. Não é o caso de seu companheiro Zulu, que nunca precisou caçar. “Cada animal tem uma personalidade e conviver com Zulu é muito bom. Digo até que a gente ‘conversa’, que ele entende tudo”, afirma.