A principal reivindicação dos manifestantes é evitar que uma emenda seja anexada ao projeto original, liberando a apresentação de animais em circo, desde que seja apresentado um laudo veterinário que confirme as boas condições de saúde do animal. “Queremos a aprovação imediata e sem alteração. É um absurdo o que eles fazem com os animais. Circos com animais é o pior espetáculo do mundo”, diz Soraya Simon, vice-presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba.
Além da utilização de chicotes e choques elétricos para domar os animais, a platéia também pode se machucar durante as apresentações circenses. O vereador Jair Cezar (PTB-PR), autor do projeto, explica que a proibição se aplicará somente para aqueles animais que efetivamente fazem parte do espetáculo. “O cachorrinho de estimação, que viaja com o circo, poderá continuar com o grupo. Temos de evitar também que a platéia se machuque”, explica. Um dos casos mais comentados pelos participantes da passeata ocorreu em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, em 2000. Um menino de 8 anos foi retalhado e morto por dois leões, quando se aproximou da jaula. “Os bichos estão fora de seu habitat natural. Até domadores podem se ferir”, lembra Tosca Zamboni, vice-presidente do SOS Bicho. Ela salienta que as entidades protetoras dos animais não são contrárias ao circo, mas sim à presença de animais neles. “O ser humano é o grande artista do espetáculo. Já temos no país e no mundo vários circos que se apresentam sem animais e fazem as mais belas apresentações”, diz. Ela conta que os animais usados nos circos são silvestres, alguns quase em extinção, que costumam ser capturados ainda filhotes em caçadas que resultam na morte de seus pais.
A ativista lembra ainda que os animais são treinados para executarem determinadas rotinas muitas vezes com métodos violentos e diários. E a maioria adquire comportamento depressivo por viver em cativeiro.
Colunistas
Agenda
Animal





