O homem é onívoro, ou seja, seu sistema digestivo é preparado para uma alimentação à base de carnes e vegetais. Portanto, alimentar-se com os mais variados tipos de carne é quase que um impulso natural. Apesar de encontrar muita resistência entre naturistas e adeptos da chamada dieta vegan, a carne, segundo os nutricionistas, tem nutrientes exclusivos em sua composição. “O ferro-heme é um tipo de ferro encontrado apenas em alimentos de origem animal. É uma substância melhor absorvida pelo sistema digestivo”, explica a nutricionista Gisele Pontaroli Raymundo, professora do curso de Nutrição do UnicenP. Outros nutrientes importantes das carnes são a vitamina B12 e as proteínas de alto valor biológico, importantes para o crescimento e manutenção do organismo.
Quanto à quantidade de ingestão de carne, a primeira regra é não exagerar. “O ideal é consumir de 80 a 90 g de carne diariamente, equivalente a um bife pequeno”, orienta Gisele. Para os adeptos das orgias alimentares em rodízios, é bom saber que não existe lei de compensação, uma vez ingerida a gordura, ela será absorvida pelo corpo. “A carne tem gordura saturada, mesmo que não seja aparente. A gordura da picanha, por exemplo, é absorvida durante o cozimento. Se exagerar, faça refeições mais leves nos outros dias”, aconselha a nutricionista. Ela lembra que abacaxi e outras frutas cítricas não têm o poder de “diluir” gorduras, apenas são capazes de amaciar as carnes.
Ferro
É fundamental para a formação das hemácias (células vermelhas do sangue, que carregam o oxigênio até as células, trazendo gás carbônico para expiração). Um nível adequado de ferro em nosso organismo nos dá energia, saúde e nos mantém alerta.
Fonte: SIC – Serviço de Informação da Carne
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