As fitas coloridas que ajudaram os atletas na Olimpíada de 2012 estão sendo utilizadas agora por jovens com limitações. Bianca Ribas, de 19 anos, que teve uma lesão cerebral, pratica a bocha desde 2009. Com sete medalhas no currículo, ela nota que a banda terapêutica tem melhorado os movimentos da musculatura de extensão, enfraquecida pelo distúrbio.
A melhora foi visível na terceira aplicação. "A fita alivia as minhas jogadas, ajuda na estratégia", conta. "Eu também tenho conseguido apoiar melhor a mão que fica na cadeira". Ela utiliza a kinesio tape para a extensão do polegar e da musculatura do antebraço, que ajuda ainda a aliviar a tensão que fica sobre o ombro esquerdo. O foco dela agora é um só: disputar a Paralimpíada de 2016.
A fisioterapeuta Luciana Maltauro, que acompanha a estudante na Escola Especial Vivian Marçal, em Curitiba, explica que a bandagem pode ser utilizada por portadores da síndrome de Down ou por quem sofreu lesão ou paralisia cerebral. "O uso em crianças que têm dificuldade para sustentar a cabeça têm tido bom resultado: a aplicação cervical, aliada à fisioterapia, tem mostrado resultados mais rápidos do que outros processos", diz ela.
Apesar de a eficácia do uso da fita no desempenho de atletas ainda ser controverso, segundo Luciana as fitas têm sido estudadas por diversos fisioterapeutas, como Nelson Morini Junior, autor do livro Bandagem Terapêutica e Josya Sijmonsma, do Manual da Banda Neuromuscular.