Turismo

A estação verde-amarela

Andréa Morais - A jornalista viajou a convite da estação de esqui Portillo.
05/07/2007 22:26


A estação é recomendada tanto para esquiadores de nível avançado como para iniciantes.
Uma estação de esqui localizada à beira do Lago Inca, no Chile, será o destino de aproximadamente 1,5 mil brasileiros nestas férias de julho. Para passar uma semana em Portillo, os turistas terão de desembolsar entre R$ 3,9 mil e R$ 9,8 mil em estadia, não incluindo alguns serviços como o aluguel de equipamentos e as aulas de esqui (veja tarifário completo na página 7), mas o cenário fantástico e a estrutura do resort compensam o investimento.
Já no caminho para a estação, distante 164 quilômetros de Santiago e cercada por montanhas de 4,5 mil metros de altitude, entre as quais a lendária Aconcágua, o visitante poderá ver paisagens únicas. O complexo é composto pelo Hotel Portillo, construído a 2.880 metros, e pelos anexos Octogon Lodge e Inca Lodge, totalizando 155 quartos com capacidade para hospedar 450 pessoas. Há ainda oito chalés, mas que só são alugados para temporadas completas.


O complexo é composto pelo Hotel Portillo e pelos anexos Octogon Lodge e Inca Lodge.
Das janelas dos quartos do hotel, os hóspedes podem ver o vale onde está o Lago Inca – que tem 3,5 quilômetros de comprimento e fica congelado durante parte do inverno – e as montanhas cobertas por neve. As 35 pistas de esqui, a maior com 2.456 metros de extensão, são utilizadas exclusivamente pelos hóspedes, que também desfrutam de 13 teleféricos de acesso aos 500 hectares de terreno esquiável do resort.
A estação é recomendada tanto para esquiadores de nível avançado (corredores e treinadores das equipes olímpicas de vários países realizam parte de seus treinamentos no local), como para quem nunca esquiou, incluindo crianças de idades variadas, já que a estação conta com uma escola de esqui com 35 instrutores. Os professores também orientam quem deseja praticar snowboard. Para os que buscam aventura, ainda há a opção de usar um helicóptero para a prática de heliski, quando as condições do tempo permitem. Os equipamentos para a prática de esqui e snowboard podem ser alugados no próprio hotel.
Portillo recebe uma média anual de seis metros de neve, que geralmente cai em tormentas intensas e de pouca duração, seguidas de dias ensolarados (faz sol em 80% dos dias). A temporada de esqui deste ano, aberta no último dia 23 de junho, prossegue até 7 de outubro. Quem tem intenção de conhecer o complexo neste ano, porém, terá de contar com a sorte: as reservas são muito disputadas. Para julho, a lotação está completa. Entre as 450 vagas, 90% serão ocupadas por brasileiros. Durante o restante da temporada, os brasileiros devem ficar com 30% do total de acomodações. “Nos últimos dois anos, aumentou o número de brasileiros que freqüentam Portillo. Antes, eles representavam 20% do total de hóspedes durante toda a temporada. Agora, eles somam 30%, assim como os norte-americanos. Com isso, brasileiros e norte-americanos são hoje o nosso principal público”, informa Constanza Moya, diretora de marketing da estação. Segundo ela, o aumento de brasileiros deve-se a uma combinação de fatores, que inclui o crescimento da média de neve na estação (ao contrário do que aconteceu com muitas estações da Europa, que tiveram uma temporada com pouquíssima neve neste ano), a baixa do dólar no Brasil e uma maior divulgação do destino turístico no país.
O atendimento oferecido aos hóspedes é outro ponto alto. São 480 funcionários para atender aos 450 visitantes. “A parte de serviço de quarto é excelente”, elogia a empresária Cynthia Oliveira, de 34 anos, que passou a última semana de junho em Portillo.