Edificado sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu, o espaço de 6.900 metros quadrados tem três andares, 15 salas e foi pensado para que o visitante mergulhe no mundo do futebol brasileiro por aproximadamente duas horas. “O tema em si já define um certo público, por isso o museu vai trazer pessoas que nunca freqüentaram esse tipo de espaço antes. Nossa idéia também é atender a um público mais amplo e variado, e com o futebol isso fica mais fácil”, disse Clara Azevedo, diretora de conteúdo do museu.
Craques da bola
O espaço também conta com uma exposição temporária sobre Pelé. São 120 peças do acervo pessoal do Rei do Futebol. “No começo a demanda é maior. Devemos ter uma agenda lotada nos próximos meses, porque escolas e turistas estão marcando visitas”, comentou Clara. No último dia 12, quando a reportagem da Gazeta do Povo esteve no museu, 3.222 visitantes passaram pelas catracas.
Zizinho e Ronaldinho Gaúcho lado-a-lado, pairando no ar. Essa é a primeira imagem que temos da sala “Anjos Barrocos”, a primeira do museu – confira o itinerário completo ao lado –, que traz ídolos do futebol brasileiro de todas as épocas. Antes de cada sala, há um painel com um resumo do que o visitante irá encontrar. As informações são em português, espanhol, inglês e braile.
As duas salas mais interativas não puderam ser totalmente exploradas. Os espaços “Ruídos” e “Gols” ainda não estavam totalmente prontos, fazendo com que alguns visitantes perdessem rapidamente o interesse pelas imagens e sons de gols históricos narrados ou comentados por personalidades do futebol. “Sempre há um ajuste final, porque envolve muita tecnologia. Isso é normal nessas situações. E inicialmente esses espaços não teriam interatividade, então isso é só algo a mais, que não prejudica a visitação”, explicou Clara.
Tecnologia
Com investimento de R$ 32,5 milhões, o Museu do Futebol esbanja tecnologia. Desde a logística das 400 fotos da sala “Origens”, que conta a chegada do futebol ao Brasil, passando pela sala “Copas do Mundo”, que contextualiza por meio de imagens e música o momento social que o mundo vivia, chegando ao cinema 3D. Nesse ambiente, os visitantes são convidados a colocarem óculos especiais para verem Ronaldinho Gaúcho fazendo embaixadas ao lado de um esqueleto virtual, que simula o que acontece com o corpo de um jogador profissional.
O espaço mais impressionante é a “Sala da Exaltação”, na qual 30 torcidas do Brasil são representadas com seus gritos de incentivo, fazendo com que os visitantes sejam imersos no clima de um jogo decisivo por meio de quatro telões. O ambiente torna-se ainda mais interessante ao vermos as entranhas de ferro e cimento do estádio do Pacaembu. As torcidas de Atlético, Coritiba e Paraná marcam presença no espaço.
Para quem quer visitar a nova atração de São Paulo, chegar cedo, principalmente nos finais de semana, é pré-requisito. Neusa Pereira, acompanhada de marido e filhos, não conseguiu visitar o museu. “Fomos informados de que a bilheteria estava fechando, mas vamos voltar outro dia, com certeza.”
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Serviço
Museu do Futebol. Estádio do Pacaembu (Praça Charles Muller, s/n°. Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h. Bilheteria: de terça a domingo, das 10h às 17h. Ingressos a R$6. Fone (11) 3663-3848. O Museu ficará fechado em dias de jogo no Estádio do Pacaembu.
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