Com minhas férias se aproximando, companheiros perguntavam para onde iria viajar. A resposta quase sempre era: não sei, seguido de: “estou com vontade de ir para Assunção”. As expressões das pessoas indicavam incredulidade. E vinha a pergunta: fazer o quê lá?
Isto não foi nem uma ou duas vezes. Sugeriam alternativas: vá para um resort no Nordeste. Vá para Europa, e por aí afora. Encasquetei com as reações de surpresas de amigos (as) e decidi ir mesmo para Assunção.
Assim descobri que a 1 hora de avião, de Curitiba, está uma cidade charmosa e com muita coisa para mostrar.
Assunção exibe hoje uma fascinante mistura entre o antigo e o moderno, em regiões distintas. No centro e na zona de Villa Morra, respectivamente.
Aquela concentração de mercadorias falsas, aquele povo te puxando e oferecendo “rolex”por R$ 30, pacote de meias por R$ 5, que se vê em Ciudad del Este, não existe em Assunção. É bem verdade que na área central (Rua Palma) há camelôs – como aqui em Curitiba – , vendendo seus produtos, mas sem assédio. Quando alguém aborda, oferecendo um produto, respeitam o seu: não, obrigado. Não vi ninguém pedindo esmolas e muito menos dormindo embaixo de marquises.
As atrações culturais não são muitas. Mas o que tem está bem preservado.
À noite, ver a iluminação dos prédios históricos já é um programa. A beleza do Palácio do Governo iluminado é indescritível. Os paraguaios souberam usar, e muito bem, a energia de Itaipu.
Foi assim que, livre do cronômetro das excursões, tive uma experiência rica numa cidade que para muitos é “brega”, mas por falta de referências. entre atrações turísticas, também têm boas opções para compras. Os brasileiros, consumistas por natureza, ainda não descobriram. Não sabem o que estão perdendo. (MG)
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