A Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, é ponto turístico obrigatório. Além de ser o cartão-postal da cidade, ali é possível observar algumas das obras de Oscar Niemeyer, com todas as curvas características dos projetos do arquiteto. São elas a Igreja São Francisco de Assis, Casa do Baile e Museu de Arte. Depois do passeio, aproveite para jantar em um restaurante de comida típica mineira, com muito frango com quiabo, couve, feijão tropeiro, angu, frango ao molho pardo, tutu de feijão, torresmo e uma interminável lista de doces mineiros.
No dia seguinte, é hora de colocar o pé na estrada, rumo a Mariana. Aproveite para ir bem cedo. Distante 120 quilômetros de Belo Horizonte, Mariana, fundada em 1696, é a cidade mais antiga de Minas Gerais e a primeira capital do estado. Ela preserva ricas igrejas e arquitetura colonial no centro histórico. Ideal para conhecer a pé. Para isso, é essencial usar um sapato confortável, pois as ruas conservam o piso original chamado de “pé-de-moleque”.
Na Praça Minas Gerais, em Mariana, é possível contemplar a primeira Casa de Câmara e Cadeia do estado. Na mesma praça, em direção oposta, o visitante pode contemplar o cartão-postal da cidade: as igrejas São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, lado a lado.
A alguns passos dali, na Casa Capitular, erguida no final do século 18, está instalado o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra. Com cerca de 1,5 mil peças, é um dos museus de arte sacra mais ricos do país. Para quem quiser curtir música barroca, nas sextas-feiras, às 11 horas, e domingos, às 12h15, acontecem concertos do órgão de Arp Schnitger na Catedral da Sé de Mariana. “É um órgão raro”, afirma o historiador e guia turístico Heinar Morais Santos. Construído entre 1700 e 1710, o órgão é o único exemplar existente fora da Europa.
Ouro Preto
Terminado o tour por Mariana, hora de tomar o rumo de Ouro Preto, distante 15 quilômetros. No caminho, uma paradinha para conhecer uma mina de ouro: a Mina da Passagem. O passeio custa R$ 20. Hoje ela está desativada, mas é a maior nina aberta a visitação no mundo. A descida às galerias subterrâneas se faz de modo incomum, é de troller, que chega a 315 metros de extensão e 120 metros de profundidade.
Em Ouro Preto, não podem faltar no roteiro a Igreja Nossa Senhora de Pilar (a segunda mais rica do Brasil), o Museu da Inconfidência e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis (em estilo rococó, com projeto de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. “As igrejas barrocas são mais simples por fora e bem trabalhadas por dentro, com bastante ouro. Já as rococó são mais trabalhadas por fora e mais simples por dentro”, explica o guia Santos.
Além das igrejas belíssimas, a cidade provoca o visitante com duas agradáveis sensações: a de viagem ao passado e ao universo estudantil – Ouro Preto é cidade universitária, cheia de estudantes e suas repúblicas. Quem gosta de compras pode se esbaldar na Feira de Artesanato, localizada na frente da Igreja de São Francisco de Assis.
Congonhas
A próxima parada é Congonhas, distante 53 quilômetros. O principal ponto de visitação da cidade é a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, do português Feliciano Mendes, construída em 1757. O Santuário impressiona também por ser um conjunto religioso com seis capelas e 64 esculturas feitas por Aleijadinho e seus ajudantes. Na frente da igreja há outra obra famosa de Aleijadinho: as estátuas em pedra sabão dos 12 profetas.
São João Del-Rei
O próximo destino é São João Del-Rei, distante 110 quilômetros de Congonhas. A vocação para o comércio adquirida com o esgotamento das reservas auríferas, a partir da segunda metade do século 18, fez com que a cidade se mantivesse em permanente mudança. O resultado é um centro histórico formado por prédios das diversas fases da arquitetura brasileira. O ponto mais visitado na cidade é a Igreja São Francisco de Assis, que tem projeto original de Aleijadinho. Quem gosta de produtos em estanho pode encontrar uma boa variedade na cidade.
Tiradentes
Depois é a vez de Tiradentes, a 12 quilômetros de São João Del-Rei. A cidade é um charme. Possui uma arquitetura colonial bem conservada, assim como Ouro Preto. A diferença, entretanto, é que Tiradentes tem um ar mais bucólico, enquanto Ouro Preto tem um clima mais urbano colonial. Os pontos fortes de Tiradentes, cidade que vive principalmente do turismo, é o comércio de artesanato e a visita à Matriz de Santo Antônio, cujo projeto de construção da fachada é de Aleijadinho. Nas sextas e domingos, às 20 horas, e sábados, às 20h30, a igreja oferece um espetáculo de som e luz a R$ 5.
* * * * * *
A jornalista viajou a convite da Secretaria de Turismo do Estado de Minas Gerais.
Colunistas
Agenda
Animal


