Mas enquanto, no lado brasileiro, o passeio é mais compacto (e confortável), pois o visitante atravessa todo o Parque Iguaçu de ônibus e quase chega diretamente às quedas, na porção argentina, a experiência é muito mais intensa. O motivo? Existem três circuitos para apreciar as cachoeiras: Inferior, Superior e o que leva à emocionante Garganta do Diabo. Além disso, percorre-se muito mais trechos de floresta e boa parte do local – denominado Parque Nacional Iguazú – é visitada de trenzinho.
Depois de pagar o ingresso (45 pesos ou R$ 22,5 por pessoa ) e passar pelo setor de informações, o turista deve seguir para a estação central do trenzinho, que tem intervalos de partida de meia em meia hora. A partir daí, o visitante deve decidir como irá desbravar as belezas da área e se preparar para caminhar muito.
Uma dica é fazer o tour pelo parque argentino do fim para o começo. Ou seja, siga até a última estação e pegue a trilha para a Garganta do Diabo, um abismo que draga 30% das águas do Rio Iguaçu – o restante abre-se num arco de mais de 2 km de extensão, formando as duas centenas de quedas. Até chegar lá, o turista percorre 1,5 km, na maior parte do tempo, por uma passarela construída sobre ilhotas e o leito da parte superior do rio. O esforço vale a pena: de uma hora para outra, o visitante se vê debruçado sobre a mais caudalosa queda do conjunto. Só não chega a ser totalmente vertiginoso porque uma nuvem de vapor d´água não deixa o visitante apreciar toda a extensão da Garganta do Diabo.
Cumprida essa parte da missão, pegue novamente o trenzinho e desça na estação intermediária. Ali há dois circuitos a fazer – ambos imperdíveis. No Superior, mais curto (700 metros), o turista percorre uma passarela construída na beira dos precipícios, passando por várias quedas, como a Dos Hermanos e Bossetti, até ter uma visão privilegiada do Salto San Martin, um dos mais espetaculares. Já no Circuito Inferior, bem mais longo (2,5 km), o visitante passa pelo meio da floresta e aprecia muitas cachoeiras que não podem ser avistadas do Brasil, pois estão numa reentrância do lado argentino.
Quase no fim do Circuito Inferior está o quiosque do Aventura Náutica (100 pesos ou R$ 50, por pessoa), a versão argentina do Macuco Safari (R$ 140). Como no passeio brasileiro, lanchas levam os visitantes bem próximos às quedas, entre elas, o Salto San Martin – que só pode ser alcançado pelos argentinos, pois estão do outro lado da fronteira. Depois, de alma e roupa lavadas pelas águas do Rio Iguaçu (acredite, não há capa plástica que proteja completamente), é hora de pegar o trenzinho e finalizar o passeio pelo Parque Iguazú.
Serviço
Parque Nacional Iguazú. Ruta Nacional
Nº 101, Puerto Iguazú, Misiones.
Todos os dias, das 8 às 18 horas.
Entrada: 45 pesos (R$ 22,50).
Informações: www.iguazuargentina.com.
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