Comportamento

Caixas de histórias

Adriano Justino
01/07/2007 19:41
A arquiteta Juliana Aires Franceschini, 30, já aderiu ao e-mail há alguns anos, mas ainda escreve algumas cartas para os mais velhos – como o casal que a hospedou quando fez intercâmbio na África do Sul e alguns familiares.
Durante os anos que morou fora, na África e na Europa, Juliana vivia escrevendo cartas, eram cerca de 15 por dia. Hoje, ela trocou as canetas pelo teclado, mas mantém o hábito. “Adoro manter contato com as pessoas que já fizeram parte da minha vida. É uma forma de estar mais próxima delas”, conta.
Apesar de não ter nenhum problema com as novas tecnologias, Juliana lembra com saudades dos tempos que esperava ansiosa pela visita do carteiro. “A expectativa era muito maior. Até hoje, tenho caixas e caixas de cartas guardadas. Quando as leio, a sensação é de que a pessoa está conversando comigo. Não tenho o mesmo apego com os e-mails”. (JK)