Comportamento

Com câncer no pâncreas, paciente de UTI se casa em capela de hospital de Curitiba

Amanda Milléo
23/11/2017 15:24
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Casal formalizou a união de 16 anos na manhã desta quinta (23) no hospital do Cajuru (Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo) | Gazeta do Povo

A capela do hospital Cajuru pode não ser o que Luiz Carlos Hemeniuk, de 58 anos, e Lourdes de Lima Loures, de 53 anos, sempre sonharam como local do casamento, mas o desejo dos noivos em formalizarem a união de 16 anos supera qualquer imprevisto no caminho, inclusive um câncer no pâncreas.
Diagnosticado no início de outubro, Luiz Carlos passou da notícia à cirurgia em questão de dias e todo o desejo para se casar parece ter crescido nas últimas semanas. Os filhos, vendo a ansiedade do pai que queria postergar a cirurgia para se casar – e foi dissuadido pela família -, decidiram ajudá-lo a tornar o momento o mais feliz possível.
(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)
(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)
Compraram um vestido de renda para a noiva – mas não branco, a pedido de Lourdes – e arrumaram a camisa e gravata para o noivo, além de balões e uma decoração simples, porém festiva. Nesta quinta (23) e sexta (24), Luiz Carlos e Lourdes se tornam, oficialmente, marido e mulher, primeiro sob o olhar religioso e então o civil.
“Eu e meus irmãos estamos todos correndo atrás dos papeis, vestido, roupa, tudo para o momento. Cada um faz o que pode. Como não moro aqui, eu pedi licença do meu trabalho e essa semana estou indo aos cartórios, pegando os documentos, para vê-los felizes”, diz Gisele Hemeniuk, filha de Luiz Carlos e enteada de Lourdes.
(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)
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Câncer de pâncreas
A doença pegou a família de surpresa, principalmente porque Luiz Carlos só tinha tido um sintoma: dor na barriga. “Como há alguns anos ele tinha feito algumas cirurgias no estômago, achamos que era algo relacionado a isso. Mas ele sentiu a dor, que era do tumor comprimindo a bile e só por isso que o câncer foi descoberto. Caso contrário, ele não saberia”, relata a filha.
(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)
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Com o diagnóstico em mãos no dia 17 de outubro, e a cirurgia marcada para a semana seguinte, o desejo dos médicos era de retirarem todo o câncer em um só momento – o que foi alcançado. “Ele está internado ainda porque, desde a primeira cirurgia, ele passou por outros três procedimentos para limpar uma infecção que teve. Como ele tem melhorado e piorado desde então, não sabemos se ele está apenas esperando casar para poder descansar ou para reagir”, diz Gisele.
(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)
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