Ao se separar da mulher, o servidor público José Faria de Macedo Filho, 40 anos, deixou de morar na mesma casa que o filho Arthur, 11 anos. “O mais difícil foi a falta do convívio diário, eu sentia falta da rotina de estar com ele na hora de dormir”, conta.
Sete anos se passaram e pai e filho conseguiram manter e reforçar o vínculo. “Quando o Arthur era pequeno, saíamos muito para peças de teatro infantil, parques, e para o nosso haras. Mas os programas vão mudando, agora vamos bastante ao cinema e ele acabou me levando para dentro do estádio de futebol”, diz. José conta que conseguiu o que ele mais queria, ter um filho que é seu melhor amigo. “Eu vejo a distinção de quando ele está com o pai amigo e me chama de ‘cara’ e quando ele está com o pai que é o exemplo, o orientador, isso me deixa satisfeito.” E José aproveita a proximidade com o filho para passar a ele os conceitos que acha importantes. Quando o estádio do Coritiba foi fechado depois que torcedores (ou vândalos) o danificaram, Arthur aprendeu que tudo tem consequências e que, quando não se cuida do estádio, ele é fechado. Na viagem que fizeram aos Estados Unidos, novas lições. “Ele leu uma matéria na Gazeta dizendo que a partir de tal altura a criança já poderia ir aos brinquedos da Disney e veio todo empolgado querendo ir pra lá, pois já tinha tamanho suficiente. Foi então que aprendeu que planejar e economizar é importante. Esperamos o momento certo para podermos viajar e ele entendeu isso”, conta.
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