Comportamento

O passageiro

Adriano Justino
08/07/2007 20:08


Antônio César Figueiredo
Desde que o estudante Antônio César Figueiredo, 25 anos, comprou um carro, há seis meses, sua vida nunca mais foi a mesma. Mudou para pior. Endividado, agora precisa suar a camisa para pagar as prestações do financiamento. E descobriu recentemente que não suporta ficar preso em congestionamento. “Trânsito, para mim, é sinônimo de estresse. Estou tentando vender o carro, mas como moro longe, tenho que pegar ônibus. Demora mais, mas eu prefiro. Como motorista, preciso estar sempre atento, mas como passageiro posso ler um livro e escutar uma musiquinha”, conta Antônio, que morava no Portão, mas se mudou há alguns anos com os pais para uma chácara em Campo do Santana, região Sul da cidade.
Mas o que ele quer mesmo é poder um dia viver próximo ao Centro e andar só de bicicleta. “É mais tranqüilo, saudável, barato e ecológico”, explica. A idéia surgiu depois que ele leu Provos – Amsterdam e o Nascimento da Contracultura, livro que conta a história de um grupo revolucionário nos anos 60 que espalhou bicicletas brancas pelas ruas da Holanda, para serem usadas pela população. (JK)