Comportamento

Vinhos de verão

Larissa Jedyn - larissa@gazetadopovo.com.br
26/10/2008 02:02
Imagine que bem na hora em que você está refestelado na areia, tomando sol, bate aquela sede. O que você faz? Berra atrás do primeiro vendedor de cerveja ou se estica até o isopor para pegar um vinhozinho? Se a segunda opção lhe parece estranha, experimente levar para sua temporada praiana algumas garrafas de espumante. Segundo o enólogo Avelino Zanetti Filho, espumantes e rosés são vinhos com a cara do verão. “Eles são mais leves, refrescantes, ácidos e podem ser servidos em temperaturas mais baixas. Combinam com o calor. O que não quer dizer que não haja tintos de verão. É só escolher um menos encorpado”, diz.
O papo de que vinho é bebida de inverno é balela. Segundo Zanetti, seu consumo tem a ver com cultura. “Você sabia que o Nordeste é a região que mais consome destilados, como o uísque, em todo o país? Se compararmos, o uísque tem teor alcoólico de 40°, muito superior aos 13° do vinho. Ele parece mais leve por causa do gelo, que é erroneamente acrescentado à bebida. É uma questão de cultura. Coisa que está mudando por causa do turismo”, diz Zanetti. Hoje, no Brasil o consumo médio de vinho é de duas garrafas/ano, enquanto que na Argentina é de 35 garrafas/ano e, na Itália, 54 garrafas/ano.
Zanetti aproveita para derrubar mais um mito: o de que vinho de verdade é vinho tinto. “O melhor que se faz é conhecer e escolher o que você realmente gosta. O consumo de vinho é como uma escada: você sobe um degrau depois do outro e nunca volta ao primeiro”, comenta. Para acabar com o próximo mito, o enólogo conta com a ajuda de Marcos Müller, do restaurante Zea Maïs: “Muita gente tem a idéia que o vinho rosé é vinho de mulher, doce demais, relação baseada só na cor. Mas já existem ótimos vinhos rosés no mercado, inclusive nacionais. É um vinho da moda”. Sobre os rosés, Zanetti explica que ele mistura propriedades do tinto com a acidez e o frescor do branco. “Antes, misturava-se vinhos tintos e brancos e se adicionava açúcar para deixá-los mais doces, por isso eram tão ruins.” No mais, a dupla de conhecedores indica a experimentação como a melhor maneira de escolher seus eleitos. Deixando, por favor, os preconceitos de lado. Quer acabar com mais um? Então aí vai: tampas de rosca são ótimas, principalmente se o vinho é para consumo rápido.
Imagine que bem na hora em que você está refestelado na areia, tomando sol, bate aquela sede. O que você faz? Berra atrás do primeiro vendedor de cerveja ou se estica até o isopor para pegar um vinhozinho? Se a segunda opção lhe parece estranha, experimente levar para sua temporada praiana algumas garrafas de espumante. Segundo o enólogo Avelino Zanetti Filho, espumantes e rosés são vinhos com a cara do verão. “Eles são mais leves, refrescantes, ácidos e podem ser servidos em temperaturas mais baixas. Combinam com o calor. O que não quer dizer que não haja tintos de verão. É só escolher um menos encorpado”, diz.
O papo de que vinho é bebida de inverno é balela. Segundo Zanetti, seu consumo tem a ver com cultura. “Você sabia que o Nordeste é a região que mais consome destilados, como o uísque, em todo o país? Se compararmos, o uísque tem teor alcoólico de 40°, muito superior aos 13° do vinho. Ele parece mais leve por causa do gelo, que é erroneamente acrescentado à bebida. É uma questão de cultura. Coisa que está mudando por causa do turismo”, diz Zanetti. Hoje, no Brasil o consumo médio de vinho é de duas garrafas/ano, enquanto que na Argentina é de 35 garrafas/ano e, na Itália, 54 garrafas/ano.
Zanetti aproveita para derrubar mais um mito: o de que vinho de verdade é vinho tinto. “O melhor que se faz é conhecer e escolher o que você realmente gosta. O consumo de vinho é como uma escada: você sobe um degrau depois do outro e nunca volta ao primeiro”, comenta. Para acabar com o próximo mito, o enólogo conta com a ajuda de Marcos Müller, do restaurante Zea Maïs: “Muita gente tem a idéia que o vinho rosé é vinho de mulher, doce demais, relação baseada só na cor. Mas já existem ótimos vinhos rosés no mercado, inclusive nacionais. É um vinho da moda”. Sobre os rosés, Zanetti explica que ele mistura propriedades do tinto com a acidez e o frescor do branco. “Antes, misturava-se vinhos tintos e brancos e se adicionava açúcar para deixá-los mais doces, por isso eram tão ruins.” No mais, a dupla de conhecedores indica a experimentação como a melhor maneira de escolher seus eleitos. Deixando, por favor, os preconceitos de lado. Quer acabar com mais um? Então aí vai: tampas de rosca são ótimas, principalmente se o vinho é para consumo rápido.
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Serviço
Vino! Batel, R. Comendador Araújo, 970, fone (41) 3029-9988.
Zea Maïs, Rua Barão do Rio Branco, 354, fone (41) 3232-3988.