Com invenções tecnológicas como computadores portáteis e celulares e com o interesse de parte deles pela moda, a bolsa começa a aparecer como acessório masculino também. Dentro e fora do Brasil, algumas grifes já incluem lançamentos de bolsas masculinas nos desfiles. “Os homens que usavam pasta agora sentem necessidade de ter uma bolsa que combine com o seu estilo, suas roupas e suas atividades. Eles querem ser reconhecidos também por suas escolhas”, diz Samy dos Anjos, que é a responsável por pesquisar tendências para a sua grife, a curitibana Delatia. A marca começou fabricando bolsas femininas, mas recentemente passou a produzir peças para eles. As bolsas chamaram a atenção do estilista Mario Queiroz, que, em parceria com a marca, já lançou uma coleção com os acessórios focando em homens com diferentes necessidades. O designer manda o croqui e a modelista da Delatia, Ruth Rodrigues, desenvolve as peças. Há bolsas de couro mole, mais convencionais, e as em couro duro, inspiradas em peças vintage em diversos formatos. Algumas peças têm alças para serem cruzadas no ombro, no estilo carteiro; outras têm alças mais curtas para serem levadas na mão e ainda há um modelo de mochila em couro que também pode ser usada com a alça cruzada.
Identidade
As bolsas da safra, digamos, fashion ainda encontram resistência no público masculino que não quer ser confundido com metrossexual. Mas aos poucos o preconceito cede lugar à necessidade. O cabeleireiro Marcos Cecossi Lima, 43, usa tanto mochilas quanto um modelo de bolsa em couro mole que comprou em uma viagem a Nova York. O acessório acolhe todos os seus artigos de primeira necessidade: celular, laptop, frasco de pílulas ortomoleculares e uma nécessaire com escova, pasta e fio dental. “Minha bolsa tem de ter vários compartimentos. Não gosto de usar modelos que remetam ao executivo e também fujo da capanga. Procuro fazer um estilo mais moderno, porém cool”, diz.
Para o cabeleireiro, em grandes cidades fora do Brasil, onde as pessoas usam transporte coletivo, é mais comum os homens sairem de bolsa. “Aqui, andamos muito de carro. Lá fora as pessoas pegam metrô e precisam carregar muita coisa porque não voltam para casa durante o dia”, afirma.
A distinção também vale para o arrojo dos modelos. Algumas grifes estrangeiras lançam bolsas de mão, semelhantes às de mulher, para homens; outras ressuscitaram as antigas capangas, espécie de carteiras levadas debaixo do braço. “As bolsas aqui tem de ser neutras, não podem sair muito do tradicional”, conta Samy dos Anjos.
Serviço
Delatia, showroom fone (41) 3093-4622 e site www.delatia.com.br e Delatia showroom Mario Queiroz, Al Franca, 1.166 Jardim Paulista, São Paulo, fone (11) 3062-3982.
Colunistas
Agenda
Animal


