Saúde e Bem-Estar
Quando se trata de exercício físico, o peso na consciência pode ser fatal. Quem está em débito com o corpo muitas vezes costuma se jogar em práticas esportivas no fim de semana como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Portanto, antes de começar uma atividade física, como aquela pelada de fim de semana ou uma corrida no parque, uma avaliação médica sempre é indispensável.
O cirurgião do pé Mauro Fuchs explica que a prática de “compensar” no fim de semana a falta de exercícios regulares pode causar dores musculares e, pior, inúmeras lesões, como fratura por estresse, tendinite, fascite, lesões no joelho, rotura (mais conhecida por estiramento). Fora as lesões de impacto, o atleta de fim de semana corre o risco de sofrer de problemas mais graves como o temível Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou infarto.
Por isso, a recomendação do cardiologista do Hospital do Coração Mário Sérgio Júlio Cerci é que “a pessoa que quer se exercitar deve consultar um cardiologista e para quem tem mais de 40 anos é obrigatório fazer um eletrocardiograma e um teste ergométrico, pois trata-se de uma idade com um risco maior”. O médico aconselha ainda que a pessoa se exercite três vezes na semana para não prejudicar a saúde, pois tentar compensar no fim de semana não vale a pena.
Bom exemplo
Problema no coração foi o que sofreu Gilberto da Silva, 59 anos, que era funcionário público e tocava quatro empresas. Além do estresse do trabalho, ele fumava em média 40 cigarros por dia e se exercitava apenas no fim de semana. “Eu jogava um futebol com os amigos e logo em seguida tomava uma cerveja. Eu era magro e nem percebia o perigo para minha saúde”. Como consequência, aos 44 anos ele sofreu infarto do miocárdio, passou por um cateterismo e angioplastia. Era um atleta de sábados e domingos que deixava o exercício físico como última prioridade.
Cerci foi o médico que acompanhou a recuperação de Silva e orientou o paciente a mudar de vida. “Falei que ele precisava se exercitar mais. Só nos fins de semana não dava”, recorda o médico. Após a operação, o ex-funcionário público começou a se cuidar. “Aprendi a respeitar meu corpo, troquei seis remédios diários por corrida diária, uma hora por dia pelo menos. Tudo começou gradativamente e sempre com acompanhamento médico”, salienta Silva.
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